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Blog da Bianchi e Gerard Odontologia

Extração de siso em Pelotas: quando realmente é necessária?

Extração de siso em clinica odontológica em Pelotas  - Bianchi e Gerard

Descobrir que o siso está nascendo, aparece torto em uma radiografia ou continua preso dentro da gengiva costuma gerar uma dúvida imediata: preciso tirar esse dente?

Para quem procura por extração de siso em Pelotas, o primeiro ponto a entender é que nem todo terceiro molar precisa ser removido. Existem situações em que a extração pode ser indicada e outras em que o dentista pode recomendar apenas acompanhamento.

A decisão depende da posição do siso, das condições da gengiva e dos dentes próximos, da presença de cárie, infecção ou outras alterações e dos achados do exame clínico e de imagem.

Por isso, antes de pensar na cirurgia, é necessário descobrir o que realmente está acontecendo naquela região da boca.

Todo siso precisa ser extraído?

Não.

O siso, também chamado de terceiro molar, é o último dente localizado no fundo da arcada. Ele pode nascer completamente, aparecer apenas parcialmente ou permanecer retido dentro da gengiva ou do osso.

Um siso que não consegue nascer normalmente é frequentemente chamado de incluso ou impactado. Porém, estar incluso não significa automaticamente que precisa ser retirado.

De acordo com as orientações do NHS sobre a remoção dos sisos, quando o dente não está provocando problemas, uma das condutas possíveis é mantê-lo no local e acompanhá-lo nas consultas odontológicas.

A American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (AAOMS) também orienta que a decisão deve considerar a presença de doença ou risco relevante de desenvolvê-la.

Isso significa que a pergunta mais adequada não é apenas “tenho um siso, preciso tirar?”, mas sim:

“Qual é a condição desse siso e o que pode acontecer se ele permanecer onde está?”

Quando a extração de siso pode ser necessária?

Não existe uma única razão para remover um terceiro molar. A indicação depende do diagnóstico.

Algumas situações que podem levar o cirurgião-dentista a considerar a extração incluem:

  • infecções ou inflamações recorrentes ao redor do siso;
  • cárie no próprio terceiro molar;
  • dificuldade de higienização associada a problemas na região;
  • alterações periodontais;
  • comprometimento do dente vizinho;
  • cistos ou outras alterações relacionadas ao siso;
  • posição desfavorável associada a problemas clínicos.

A presença de uma dessas condições não substitui a avaliação profissional. O dentista precisa analisar a extensão do problema e as possibilidades de tratamento antes de definir a conduta.

Infecção e inflamação ao redor do siso

Quando o siso nasce apenas parcialmente, pode permanecer uma porção de gengiva cobrindo parte do dente.

Essa região pode dificultar a higienização e favorecer o acúmulo de resíduos e bactérias. Em alguns casos, surge uma inflamação ou infecção chamada pericoronarite.

Dor, inchaço e sensibilidade na região posterior da boca podem estar associados ao problema.

Quando os episódios se repetem, é importante investigar a posição do siso e avaliar se a manutenção do dente continua sendo uma opção adequada.

Cárie no siso ou no dente ao lado

Por estar localizado no fundo da boca, o terceiro molar pode ser mais difícil de escovar e higienizar com fio dental, especialmente quando está parcialmente erupcionado ou mal posicionado.

Nessas condições, podem surgir lesões de cárie no próprio siso ou no segundo molar, que fica imediatamente à frente dele.

O NHS inclui cárie, doença gengival, infecção e formação de cisto entre os possíveis problemas associados aos terceiros molares que não conseguem erupcionar adequadamente.

Problemas no dente vizinho

A avaliação do siso não se limita ao terceiro molar.

Dependendo de sua posição, também é necessário observar as condições do segundo molar. A dificuldade de acesso para higienização e determinadas relações entre os dois dentes podem contribuir para alterações nessa região.

Por isso, um siso que aparentemente “não incomoda” ainda pode precisar ser analisado em conjunto com o dente ao lado.

Cistos e outras alterações

Algumas alterações podem se desenvolver nos tecidos que envolvem um terceiro molar retido.

Entre elas estão os cistos associados à região do dente.

Essas condições precisam ser avaliadas por meio de exame odontológico e, quando indicado, exames de imagem. A presença de uma alteração desse tipo pode modificar a decisão sobre manter ou remover o siso.

Siso incluso sem dor precisa ser retirado?

Não necessariamente.

Esse é um ponto importante porque ausência de dor não significa ausência de alterações, mas também não significa que todo siso incluso deva ser retirado preventivamente.

Quando não existe doença nem risco significativo identificado, o acompanhamento clínico e radiográfico pode fazer parte da conduta.

A posição da AAOMS sobre o manejo dos terceiros molares estabelece justamente essa diferença: dentes associados a doença ou com risco significativo podem ter indicação cirúrgica; na ausência dessas condições, pode ser indicada vigilância clínica e radiográfica.

Assim, não existe uma decisão correta para todos os pacientes.

O que existe é uma decisão baseada nas características de cada caso.

Como o dentista decide se o siso deve ser extraído?

A avaliação costuma começar com a conversa sobre sintomas e histórico do paciente, seguida do exame clínico.

O cirurgião-dentista pode observar aspectos como:

  • se o siso nasceu completamente;
  • se está parcialmente coberto pela gengiva;
  • se permanece retido;
  • sua posição;
  • condições da gengiva ao redor;
  • presença de cárie;
  • sinais de infecção;
  • situação do segundo molar;
  • dificuldade de higienização;
  • alterações identificadas em exames.

Exames de imagem também podem ser necessários para compreender melhor a posição dos terceiros molares e sua relação com outras estruturas.

É a combinação dessas informações que permite discutir se a melhor alternativa é acompanhar ou realizar a extração.

Dor no siso significa que ele precisa ser arrancado?

Também não necessariamente.

A dor mostra que existe uma situação que merece investigação, mas é preciso identificar sua origem.

O desconforto pode estar relacionado a uma inflamação da gengiva, infecção, cárie ou outro problema na região posterior da boca.

Por esse motivo, decidir por conta própria que o siso precisa ser retirado apenas porque começou a doer não é o caminho mais adequado.

O diagnóstico vem antes da escolha do tratamento.

Se houver dor intensa, aumento do inchaço, dificuldade para abrir a boca ou outros sintomas importantes, procure avaliação odontológica.

Posso manter o siso e apenas acompanhar?

Em alguns casos, sim.

Quando o siso não apresenta doença e a avaliação não identifica uma indicação para remoção naquele momento, o dentista pode recomendar acompanhamento.

Isso não significa simplesmente ignorar o dente.

O acompanhamento permite observar se surgem mudanças na região ao longo do tempo e reavaliar a conduta quando necessário.

Portanto, tanto a extração quanto a manutenção do terceiro molar precisam ser decisões acompanhadas profissionalmente.

Tenho quatro sisos. Preciso tirar todos?

Não existe uma regra dizendo que os quatro precisam ser removidos apenas porque estão presentes.

Cada siso pode apresentar uma situação diferente.

Um terceiro molar pode estar erupcionado e saudável, enquanto outro pode permanecer parcialmente retido e apresentar episódios recorrentes de inflamação.

Da mesma forma, quando existe indicação para remover mais de um siso, o planejamento da cirurgia deve considerar as características de cada dente e as condições do paciente.

A quantidade de sisos não determina sozinha a necessidade de extração.

E se a extração realmente for indicada?

Depois que o dentista identifica a necessidade de remover o siso, começa outra etapa: o planejamento do procedimento.

A posição do dente, sua relação com estruturas próximas e a complexidade do caso influenciam a forma como a cirurgia será conduzida.

Como a Bianchi e Gerard já possui um conteúdo específico sobre essa etapa, não vale repetir aqui todas as informações sobre cirurgia, anestesia, alimentação e recuperação.

Para entender essa parte do tratamento, leia o artigo Extração de dente em Pelotas: quando é necessária e como é o pós-operatório.

Dessa forma, os dois conteúdos se complementam:

  • este artigo ajuda a entender quando um siso pode precisar ser removido;
  • o conteúdo sobre extração explica o procedimento e os cuidados depois da cirurgia.

Extração de siso em Pelotas: comece pela avaliação

Se o siso está nascendo, apareceu em uma radiografia, começou a incomodar ou já provocou episódios de inflamação, não é necessário tentar decidir sozinho se ele deve ser extraído.

O primeiro passo é descobrir qual é a condição do dente.

A Bianchi e Gerard Odontologia, localizada no bairro Quartier, em Pelotas, realiza atendimento odontológico e avaliação das necessidades de cada paciente.

A partir do exame clínico e dos exames necessários para o caso, o cirurgião-dentista pode verificar se existe indicação para extração ou se o terceiro molar pode continuar sendo acompanhado.

Se você está procurando extração de siso em Pelotas, entre em contato com a Bianchi e Gerard Odontologia para solicitar uma avaliação.

A clínica está localizada na Rua João Jacob Bainy, 835, bairro Quartier, em Pelotas/RS. O WhatsApp informado no site é (53) 98117-0835.